Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006

SIEKIERA

Inicialmente, uma banda que tocava covers de UK Subs e The Exploited, sob o nome de Trafo. Integrantes: Tomasz Adamski (guitarra), Tomasz Budzyński (vocal), Jerzy "Sex" Janaczek (baixo) e Irek "Borys" Czerniak (bateria). A cidade: Pulawy, na Polônia. O ano: 1982.

Em 83, trocam de nome para Siekiera (que significa "Machado"), após ouvirem uma comparação entre o som que tocavam e o som produzido pela ferramenta.

Constróem músicas próprias, bem no estilo punk-hardcore, bruto, berrado, vigoroso. Ouça as músicas "Fala" e "Siekiera" e você entenderá o que quero dizer.

A formação ficou: Tomasz Adamski na guitarra e nas composições, Tomasz Budzynski nos vocais, Dariusz Malinowski no baixo e Krzysztof Grela na bateria. Piotr Szewczyk chegou a tocar guitarra, mas saiu da banda porque tinha influências musicais de Blues. Tomasz Budzynski sai da banda e forma o Armia - http://www.armia.kdm.pl/ -, também na linha punk hardcore. Então o grupo se desfaz.

Algum tempo depois, Adamski remonta o Siekiera junto a Zbigniew Musinski (bateria), Pawel Mlynarczyk (teclados) e Dariusz (baixo e back vocal). Muda-se o estilo musical, direcionado para o pós punk (com influências de Killing Joke), o que desagrada parte dos antigos fãs. Mas sinceramente não me desagrada nem um pouco!
Participam de uma coletânea chamada "Jak Punk, to Punk", produzem um interessante clipe da música Misiowie Puszyści, participam da trilha sonora do filme Jestem przeciw.

O formidável LP "Nowa Aleksandria" sai do forno em 86, album capaz de provocar transe hipnótico.Em 87, une-se ao grupo Wieslaw Borysewicz, guitarra, e Adamski fica apenas no vocal.

O fim da banda acontece em 88, os rumos dos integrantes são singulares, e por que não estranhos:
- Tomasz Budzunski, que havia saído da banda, virou religioso, envolveu-se com um projeto católico e iniciou carreira solo. Ele tem um site - http://budzy.art.pl/ -, e apesar do que já li (sobre ele ser fanático religioso), o site não é nada conservador. Há inclusive uma seção sobre a trajetória musical dele.
- Tomasz Adamski hoje em dia é poeta e interessado em teatro experimental (é ator, inclusive).
- Dariusz Malinowski tem outro grupo: o Tra-band.
- Zbigniew Musinski vive na Alemanha.
- Krzysztof Grela foi assassinado em janeiro de 1992, em um pub de Pulawy.


Segue a letra e a tradução da Misiowie Puszyści, um tanto quanto dadaísta:

MISIOWIE PUSZYŚCI

Szewc zabija szewca
Bumtarara bumtarara

.

URSOS FOFOS

Sapateiro mata sapateiro
Bumtarara bumtarara
..........................................

E da ecoante Ludzie Wschodu, na qual pode haver falhas de tradução:

LUDZIE WSCHODU

Czy tu się głowy ścina
Czy zjedli tu Murzyna
Czy leży tu Madonna
Czy tu jest jazda konna

Czy w nocy dobrze śpicie
Czy śmierci się boicie
Czy zabił ktoś tokarza
Czy często się to zdarza

.

POVO ORIENTAL

Lá as cabeças são cortadas?
Lá os negros são alimentados?
Lá Santa Maria foi enterrada?
Você dorme bem à noite?

Há cavalos passeando lá?
Você tem medo da morte?
Se alguém matou o torneiro,
Isso costuma aparecer lá?
..........................................

E, finalmente, a página da banda: http://www.siekiera.serpent.pl/

Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006

SIGLO XX

Conjunto originário de Genk - uma soturna cidade industrial da Bélgica, que se tornou um poço de desemprego, pobreza, violência e abuso de drogas. A isso soma-se o contexto Punk e oitentista, e temos um ambiente propício ao surgimento de uma banda como essa.

Composto por Antonio Palermo, Dirk Chauvaux, Erik Dries e Klaas Hoogerwaard, o grupo transmite uma energia melancólica e intensa. Baixo tristonho, guitarra esparsa, bateria hipnótica, efeitos congelantes e vocal ora apático ora profundo ora áspero. Apesar de a banda negar ter influência de Joy Division, de fato há semelhanças.

Foram um dos pioneiros na postura independente, ao lançar o single "The Naked and the Dead" em 1980 sem o nariz de gravadora alguma.

Quanto ao nome (que foi pego de um movimento anarquista da Guerra Espanhola), pode-se pronunciar "Siglo Iks Iks" ou "Siglo Binte" - assim como é a pronúncia de "20" em espanhol.


De quebra, eu recomendo - ou melhor, eu reforço, pois as próprias fotos já recomendaram - um site onde há uma pancada de fotos de "rock, new wave and punk groups from the 70s, 80s and 00s": http://www.newwavephotos.com/

E mais. Dá pra ver um clipe interessante no seguinte link: http://search.music.yahoo.com/search/?m=video&p=siglo . Tem que esperar passar uma propaganda do Yahoo, esperar rodar um videozinho-teste de alguns segundos, clicar em "I Can See the Video" e pronto, ver o clipe.

Quarta-feira, Dezembro 07, 2005

GRAUZONE



Área Cinza - nome simples e interessante.
Banda suíça que no entanto se envolveu com o Neue Deutche Welle (Nova Onda Alemã, ou New German Wave).

Suas canções realmente nos mostram áreas cinzas. Melodias simples e gélidas, vocais de um singular lirismo (tudo cantado em alemão), enfim, parece música feita por ursos polares abandonados.

O Grauzone foi criado em janeiro de 1980. Marin Eicher, GT e Marco Reppeto queriam ampliar "multimidiamente" as idéias da banda punk que tinham, a GLUEAMS. Inseriram no conjunto um sintetizador, efeitos de luz e um projeto de filme Super-8. Stephan Eicher, irmão de Martin, foi incluso como o quarto membro.
Começam a fazer shows. Em uma dessas apresentações, um cara chamado Urs Steiger, da Off Course Records, convida a banda para participar da coletânea Swiss Wave - The Album.
Duas músicas são produzidas: Raum e Eisbär, realizadas no Sunrise Studio.
Concentram-se a seguir na realização de um filme e retornam no inverno de 81 para gravações.
Disso, sai o album Eisbär, minimamente concebido: sintetizador, "rhythm box", guitarra, caixa e bumbo.


Em 82, a banda cruza o underground europeu, fazendo shows nos quais adaptam o repertório e o som de acordo com as respectivas tendências (undergrounds) de cada público - o que não agradou todos os ouvintes. Decidem fazer shows espontaneamente e sem aviso prévio. Ainda nesse ano, Ingrid Berney entra no Grauzone, participando da concepção de Ich und Du. Porém, nesse momento, os caminhos dos músicos se separam.

Stephan Eicher ainda está em atividade, e publicou em 99, junto a Louanges(???), um album solo. Marco Repetto é hoje DJ de clubes noturnos.

- Discografia:

Singles:
Moskau, 1980
Eisbär, 1981
Träume mit mir, 1982
Moskau, 1983
Eisbär, 1986 (MCD)

LPs:
Grauzone, 1981
Grauzone, 1991 (CD)
Die Sunrise Tapes, 1998


- Abaixo, duas letras traduzidas:

......................................................
EISBÄR - GRAUZONE

Eisbär, Eisbär,
Urso polar, Urso Polar,

kaltes Eis, kaltes Eis,
Frio congelante, frio congelante,

Oh eisbär
Oh urso polar

Ich möchte ein Eisbär sein
Eu gostaria de ser um urso polar

im kalten Polar
nos pólos gelados

dann müßte ich nicht mehr schrei´n,
então não precisaria nunca mais chorar

alles wär so klar
Tudo ficaria bem mais claro

REPETE A SEGUNDA ESTROFE DUAS VEZES

Eisbären müssen nie weinen.
Ursos polares não precisam chorar nunca

Eisbären müssen nie weinen.
Ursos polares não precisam chorar nunca

Eisbären müssen nie weinen.
Ursos polares não precisam chorar nunca
......................................................

TRÄUME MIT MIR - GRAUZONE

Deine augen
Teus olhos

tausend Sterne
mil estrelas

für alles in dieser Welt
a favor de tudo no mundo

deine augen
seus olhos

tausend Sterne
mil estrelas

gegen alles in dieser Welt
contra tudo nesse mundo

du verzauberst mir die Wirklichkeit
você me enfeitiça com a verdade

du verzauberst mir die ganze Welt
você me surpreende e ao mundo inteiro

Wenn ich in deine Augen Schau, beggine ich zu träumen
quando olho nos seus olhos, começo a sonhar

Träume mit mir
Sonhos comigo

Sábado, Outubro 29, 2005

THE SCREAMERS


Pioneiros do gênero synthpunk, usando sintetizadores no lugar de guitarra, a banda começou como The Tupperwares, em Seattle. Pra estragar a festa, os proprietários da marca de recipientes plásticos Tupperware ameaçam judicialmente os garotos da banda, que mudam então o nome para The Screamers.

Migram então para Los Angeles.
A formação é: Tomata Du Plenty, Tommy Gear, David Brown e K.K. Barrett.
Brown logo sai do grupo e inicia um selo chamado Dangerhouse Records. Entra em seu lugar Paul Roessler.

Possuiam forte presença, com seus cabelos espetados, expressões contorcidas e sonoridade desesperada. A imagem abaixo é o logo da banda, uma imagem bastante conhecida no meio punk rock.


Não deixaram gravações oficiais, a não ser sons ao vivo não-autorizados e demo tapes, sendo que muitos circulam como bootlegs.
Também aparecem no documentário "Never mind the Sex Pistols - here's the Bollocks".

Lançam seu "album de estréia" apenas em formato de video (isso bem antes do nascimento da MTV) e resolvem devotar tempo e recursos para construir um pequeno estúdio de video.
Apesar dos esforços, o grupo se dissolve no início dos anos 80, antes de seus planos de video se concretizarem. Paul Roessler parte para uma outra banda "synthpunk" de Los Angeles, a Nervous Gender, e os outros seguiram carreiras sem envolvimento com música.

Em 2001, Roessler e Barrett se reúnem para executar diversas músicas, em tributo a Tomata du Plenty, que morrera de AIDS em 2000.

Em 2004, foi lançado um DVD de um show de 78 feito em São Francisco (antes gravado em VHS, é claro), com a adição de vários outros retalhos de shows.

Jello Biafra, do Dead Kennedys, disse que o Screamers foi "a melhor banda não-gravada na história do rock'n roll" - esta citação aparece na tampa frontal do DVD.



Quinta-feira, Setembro 29, 2005

45 GRAVE


O que é 45 Grave? Há vários rumores que tentam responder a essa pergunta, mas não passam daquelas boas e velhas mistificações que giram em torno de uma banda. Pois bem. Certo dia um cara chamado Paul Cutler leu em um distintivo a seguinte frase: "Nós cavamos 45 tumbas". Achou isso a coisa mais sentido e batizou sua banda como 45 Grave. Surge assim, no ano de 1979, em Los Angeles, um dos fetos doentios do deathrock.

A (de)formação inicial era: Dinah Cancer (ex-vocalista do Vox Pop, Castration Squad e Nervous Gender) no vocal, Paul Cutler na guitarra, Rob Graves no baixo e Don Bolles na bateria. Pessoas inseridas no turbilhão punk, que apreciavam filmes de horror e desvarios.

Gravaram de estréia uma versão de "Riboflavin Flavored, Non-Carbonated Polyunsaturated Blood", música composta por Don Hinson And The Rigamorticians.

Participaram da coletânea "Hell Comes To Your House", lançaram alguns singles e finalmente o primeiro album, "Sleep in Safety", em 83.

Em 84, atingiram o topo da fama participando da trilha sonora do filme "O Retorno dos Mortos-Vivos" com a música "Party Time", junto às bandas TSOL, The Cramps, The Damned, The Flesheaters, Roky Erickson, Tall Boys, Jet Black Berries, SSQ.

Em 85 a banda se desfaz, mas voltam em 87 e lançam o "Autopsy", com músicas de gravações anteriores.Então, o 45 Grave acaba.

...

Não, não acaba por enquanto. Eles voltam e lançam "Only The Good Die Young" em 89, mas, lamentavelmente, Rob Graves morre de overdose em 91.

A banda se desfaz novamente.
Em 93, a Cleopatra Records lança uma coletânea de gravações raras da banda, com o nome "Debasement Tapes". Dinah Cancer forma uma banda chamada Penis Flytrap; Don Bolles forma o Celebrity Skin, mas agora toca em uma banda de "nerd rock", a "Three Day Stubble", com o pseudônimo de "Sal Mussolino". Paul Roessler entra para o "Dream Syndicate".

Ainda não é o fim da linha para o 45 Grave. Em 2005, para comemorar seu 25º aniversário, a banda volta com uma nova formação, tendo apenas Dinah Cancer como membro veterano, mas com a aprovação dos ex-integrantes. Dinah declara em seu blog do MySpace: "Estou construindo isso para manter o espírito do 45 Grave vivo, apresentar sua mágica a novos fãs, e como uma comemorativa pessoal de minhas melhores memórias em ser a força condutora e 'front person' do 45 Grave. Isso é uma parte da minha vida que de fato me mudou para sempre".

Segunda-feira, Setembro 26, 2005

Lá vai uma dica, ó minha gente demente...

O site Junkeria Nefasta, arquitetado por Rodrigo Araújo (vulgo heltir).

O recheio principal está na seção "Batzone". A proposta é a seguinte, de acordo com a própria página:

"O Batzone foi idealizado em 2001 pelos amigos Douglas Graves, Rodrigo Heltir e Flávio VoodooSlut, que tinham como objetivo criar um evento que ajudasse a resgatar a irreverência da cena 'gótica' inicial e trazer a geração veterana de volta à berlinda. Após duas edições, os organizadores resolveram investir num zine não periódico, desta vez com novos membros: Felipe Crisis, Alexandre Ratz e Grenouille. Esta site cria um espaço para escoar todas as matérias e entrevistas compiladas em suas edições, de modo a registrá-las virtualmente."

Além disso, há na seção "Inventário" uma extensa lista de discos possuídos pelo heltir - um verdadeiro adicto.

Sempre em atualização, o inventário terá em breve mais itens, como videos, fanzines, livros.
Contudo, ainda está em pendência as seções Desenhos e Links.

O link é:
http://paginas.terra.com.br/arte/junk/

Arrasa, Rodrag!

Quinta-feira, Setembro 22, 2005

THE MOB

Originária de Somerset, Inglaterra, The Mob surgiu em 79 no meio anarcopunk/post punk, integrada por Marc Mob no vocal e na guitarra, Graham na bateria e Curtis no baixo.

A banda mantinha uma posição anti-guerra discursando justamente sobre o lado mais podre da humanidade - guerras, bombas nucleares, matanças - com uma musicalidade muito mais mórbida e niilista que as contemporâneas do mesmo círculo - como Crass, Conflict, Chumbawamba -, com possivelmente uma exceção: Rudimentary Peni, que possuia um estilo também pessimista. Vocais amargurados/desesperados, baixo encorpado, bateria robótica, guitarra soante. Um som que reflete muito bem o temor da Guerra Fria.


O primeiro single, "Crying Again", foi lançado em 1979 pela All the Madmen Records, seguido de “Witch Hunt” em 1980.
Em 81, recrutam o baterista Josef Porta, ex-integrante do The Zounds (The Mob conheceu Josef quando as duas bandas excursionaram juntas e a van quebrou há algumas milhas da casa da Crass Records).

Penny Rimbaud, baterista do Crass, gostou do Mob e então convida o grupo para lançar um single pela Crass Records. Trato feito, lançam "No Doves Fly Here".
Gravaram o Let The Tribe Increase novamente pela All the Madmen, e enfim seu último lançamento: The Mirror Breaks. Depois disso, uma regravação do primeiro single com 5 faixas bônus (ao vivo).

Josef Porta saiu da banda dizendo que estava farto de tocar músicas sobre crianças sendo assassinadas. O grupo se desfaz. Porta formou, junto a Curtis, o Blyth Power, um punk rock folk, que continua até hoje (mas sem Curtis).

Pode-se ouvir algumas faixas do The Mob no seguinte link: http://www.deathrock.com/mob/wordsounds.html

Abaixo, uma letra da banda:

NO DOVES FLY HERE
The sky is empty and it's turning different shades of colour,
It never did before and we never asked for war.
My mind is empty and my body different shapes of torture,
It never was before and we never asked for war.
No-one is moving and no doves fly here,
No-one is thinking and no doves fly here,
No-one remembers beyond all this fear,

No doves fly here

The buildings are empty and the countryside is wasteland,
It never was before and we never asked for war.
The playgrounds are empty and the children limbless corpses,
They never were before and they never asked for war.
No-one is moving and no doves fly here,
No-one is thinking and no doves fly here,
No-one remembers beyond all this fear,

No doves fly here

Segunda-feira, Setembro 19, 2005

X-RAY SPEX

Banda formada em 1976 na fértil Londres, X-Ray Spex tocava um punk rock energético e histérico, integrado por Poly Styrene no vocal, Jak Airport na guitarra, Paul Dean no baixo, B. P. Hurding na bateria, e Lora Logic no saxofone.


Por aliar um vocal agudo (descrito como "poderoso o suficiente para perfurar uma folha de metal") com trechos de saxofone, a banda explodia um som não-convencional.

A notável frontwoman Poly não tinha uma beleza padrão, e fazia questão de manter essa anti-imagem, chegando a dizer certa vez: "Se alguém tentasse fazer de mim um sex symbol, eu rasparia minha cabeça amanhã".

Lançaram cinco singles: "Oh Bondage, Up Yours", "Identity", "The Day the World Turned Day-Glo", "Germ Free Adolescents", e "Highly Inflammable".

Tive a oportunidade de assistir a apresentações do X-Ray Spex em um documentário chamado Punk in London. Foda demais!

A banda desmantelou-se em 79...
Poly gravou um LP solo, entrou para o movimento Hare Krishna;
Lora Logic formou o Essential Logic;
B.P. e Jak continuaram tocando juntos no Classix Nouveau, embarcando assim na onda new romantic.

Domingo, Setembro 18, 2005


"Vanishing has Vanished" - Assim diz o (literalmente) último anúncio no site da banda The Vanishing - http://www.thevanishing.com/ -, ou seja, The Vanishing (que significa O Desaparecimento) acabou.
Jessie Evans está agora em um projeto chamado Autonervous, junto de Bettina Köster (que fora do Malaria!). E Brian, em um projeto chamado Zonetech.
Agora é aguardar lançamentos.

Quinta-feira, Setembro 15, 2005

SPK

Banda australiana formada em 78, de quando o termo "Industrial" se referia a projetos estranhos e barulhentos, como Monte Cazazza, Throbbing Gristle, Cabaret Voltaire, entre outros. A sigla SPK significava ora uma coisa, ora outra: "Sozialistisches Patienten Kollektiv" (nome de um grupo terrorista da Baader-Meinhof, de 1969, formado por um doutor de clínica psiquiátrica e seus pacientes), "Surgical Penis Klinik", "SepPuKu", etc.
Composto por pacientes e funcionários de uma clínica psiquiátrica (assim como no Baader-Meinhof), o apocalíptico quarteto pesquisava semelhanças entre Ciência e ritos mágicos primitivos. O som era originalmente formado de ásperos elementos eletrônicos, vozes, barulhos reais de máquinas; A atmosfera dos shows incorporava videos com chocantes imagens médicas, de pornografia hardcore, performances com carcaças de animais, e demais atrações transgressoras. Música perturbadora, filosofia subversiva e niilista.
Tempos depois, o som direcionou-se mais para o synth pop, e finalmente para um eletrônico orquestrado, sendo que seu último trabalho, "Zamia Lehmannia", é influenciado por música Bizantina.

Segunda-feira, Setembro 12, 2005

BUSH TETRAS



Formada quase apenas por mulheres, Bush Tetras foi uma banda ligada ao No Wave/Post Punk novaiorquino no começo dos anos 80. Eram populares na cena dos clubes de NY, mas não alcançaram a fama no mainstream.
O grupo era guiado por Pat Place (ex-guitarrista e co-fundadora da banda The Contortions), que fazia dissonantes linhas de guitarra, e Cynthia Sley, com seu repetitivo vocal meio-falado meio-cantado.
BURNING IMAGE


Banda norte-americana iniciada em 83, com influências que iam de "Killing Joke a Christian Death e Andy Warhol a Edward Gorey". Formado por Moe Adame (vocal/guitarra), Tony Bonanno (baixo), Joel Sparks (guitarra) e Paul Burch (bateria), garotos que apreciavam som punk e estética de horror. Indignados com o lixo radiofônico e com a estagnação do underground, levantaram o lema "No more dinosaur rock!". Tocaram em shows junto a 45 Grave, Specimen, Butthole Surfers, Dead Kennedys.

Foram apenas quatro anos de atividade e apenas um single (homônimo) lançado, mas, anos mais tarde, ao ver na internet um crescente interesse pelo deathrock por um público maior, Moe decide ressucitar a banda e compilar as antigas músicas em um só CD, apadrinhado pelo selo de Jello Biafra (do Dead Kennedys), a Alternative Tentacles. Chegaram a produzir também novos sons, que não devem nada aos primórdios.
MUSTA PARAATI


Musta Paraati (que significa Desfile Negro) foi uma banda finlandesa de vida curta. Lançou os singles "Romanssi/Kädet", "Johtaja/Jjää", "Myrsky Mousee/Punainen Salama"; em 2001, fizeram uma compilação "Peilitalossa", com músicas dos três singles.
O som: sintetizador fazendo a festa, guitarra chiada ou fantasmagórica... e claro, a tão adorada cozinha (baixo-bateria) post punk.
Quem gosta de coisas como The Cure, Danse Society, Joy Division, não pode deixar de assistir a esse sombrio desfile sonoro.
Rodapé: a banda contava com ex-integrantes da Lama, banda punk da punkíssima Finlândia.
EDITH MASSEY


Edith Massey cresceu em um orfanato em Denver, mas partiu para o show business de Los Angeles. Longe do esquema hollywoodiano, Edith vendeu pentes e canetas na estrada, dançou em bares e clubes, trabalhou como garçonete. Viajou pelo país em trens fretados ou pedindo carona. Abrir um bar em Oklahoma, e chegou a trabalhar como madame em um bordel de Illinois. Em Baltimore, cantou em uma banda (Edie and the Eggs). Abriu uma loja de conveniência e trabalhou no Pete''s Hotel, onde foi descoberta pelo cineasta John Waters. Este a convidou para atuar em filmes: Pink Flamingos, Multiple Maniacs, Female Trouble, Desperate Living, e Polyester.
Nos anos 80, gravou duas músicas (divertidíssimas!): Big Girls Don''t Cry e Punks, Get Off The Grass.